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Mosteiro de Leça do Bailio

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"Uma antiga tradição refere que aqui existiu um primeiro edifício religioso pré-românico, construído no século X, mas de que nenhum elemento chegou até nós. Nos primeiros tempos da nacionalidade, pelos meados do século XII, D. Afonso Henriques doou o couto de Leça à Ordem do Hospital, a primeira Ordem Militar documentada em território português.


A construção que actualmente observamos não data do século XII, apesar de, nessa altura, se ter edificado um mosteiro românico. O imponente edifício fortificado que sobreviveu até hoje é uma construção gótica, datado da primeira metade do século XIV, e impulsionado por Fr. Estêvão Vasques Pimentel, falecido em 1336 e que se fez sepultar, em campa rasa, diante do altar. Por essa data, portanto, depreende-se que a cabeceira estaria em adiantado estado de construção, ou mesmo já terminada.

Merlões
São duas as correntes artísticas dominantes neste monumento, aparentemente em contradição estética e funcional entre si, mas, um tanto paradoxalmente, aqui integradas de forma harmoniosa. De um lado, o esquema palnimétrico e volumétrico mendicante aplicado às igrejas. De outro, a máscara de fortificação e de poder que caracteriza exteriormente o edifício.
(...)

Torre

Exteriormente, contudo, é uma outra linguagem estético-artística que vinga. A existência de merlões a toda a roda do edifício, de um caminho de ronda, de um balcão defensivo sobre o portal principal, ameado e dotado de matacães, e, principalmente, de uma robusta e grandiosa torre a ladear a fachada principal, pelo lado Sul, conferem a este monumento um estatuto ímpar na arquitectura religiosa gótica no nosso país, e colocam-no como principal exemplo do núcleo de igrejas-fortificadas então construídas.

Matacães

Muito se tem já escrito sobre este carácter militar do templo de Leça do Bailio, discutindo-se, especialmente, se se trata de uma igreja-fortificada, se de uma igreja-fortaleza. O que parece claro é que a Ordem dos Hospitalários, em pleno século XIV, optou por um modelo construtivo religioso, de forte carácter militar, numa época em que a linha de fronteira que alimentava o antagonismo reconquistador estava bastante afastado. Tal facto justifica-se pelo objectivo de "representação retórica da força" (PEREIRA, 1995, vol. I, p.388), tão característico de uma Ordem Militar, e tão efectivo numa zona em que os detentores de poder eram ainda as velhas famílias de Infanções."

Capitel no exterior do mosteiro
Sacrófagos no exterior do mosteiro
 (...)


Texto em IGESPAR, consulta do património online
Fotos por AC

Mora, descobertos 6 menires dispostos em cruz

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Diz-nos o dnotícias.pt o seguinte:
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<< Um novo conjunto megalítico, que pode ser "único" na Península Ibérica, com seis menires tombados em forma de cruz, foi descoberto no início deste mês por investigadores da Universidade de Évora, no concelho alentejano de Mora.
(...)

Imagem daqui

"só com posteriores escavações é que se pode vir a confirmar que é mesmo assim e que não foram mexidos".
(...)
Os menires encontram-se tombados, formando uma cruz, sendo que quatro deles estão dispostos num alinhamento Norte -- Sul e os outros dois num alinhamento Este -- Oeste. Três estão decorados com covinhas que, num dos casos, parece desenhar um símbolo solar.
"Ao contrário de outros monumentos que estão dispostos mais ou menos em semicírculo, ou aquilo a que nós arqueólogos denominamos como ferradura aberta para nascente, estes parecem estar dispostos em cruz, o que é extremamente estranho", disse a arqueóloga.
O próprio topónimo do local, Alto da Cruz, já "apontava" para aquela disposição dos menires, frisou Leonor Rocha, considerando que, eventualmente, o nome do local remete para "o facto de as pessoas, antigamente, já terem reconhecido o monumento como estando pedras a formar uma cruz". >>
(...)


Ler a notícia na integra, clicando aqui.

Imagem e notícia por Portal Alentejano, clicando aqui

Outeiro do Mouro

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Reportagem no decorrer da campanha de escavação do sítio arqueológico, em 2011.



"Cerca de 30 sepulturas encontradas, todas elas de cremação, ou seja, com bolas de cinza, que depois eram colocadas dentro do afloramento rochoso com peças à volta. Ou então essas bolas eram colocadas dentro de peças maiores com outras mais pequenas envolvendo o conjunto.
Algumas sepulturas de inumação com em lajes de xisto, fazendo uma espécie de caixa mortuária onde era colocado o esqueleto."
(...)
André Carneiro, arqueólogo responsável pelo estudo do sítio.


Mais detalhes, clicando aqui.

mais um quadrupede fantástico

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Aqui vai mais um quadrupede fantástico, de alguma forma parecido com aquele que vos apresentei aqui, a respeito da Igreja de Santa Maria da Porta em Melgaço.



Este encontra-se na Igreja de Santo André, em Castelo de Ferreira de Aves. Qual deles o mais fantástico? Este ou o de Melgaço?

"dar louvor a este património arqueológico" - Sepulturas Medievais no Sabugal

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Mais um trabalho fantástico do meu colega Marcos Osório, um arqueólogo cheio de iniciativa e com muito trabalho desenvolvido (veja o nosso último Livro do Mês, como exemplo, entre muitos outros); com quem já tive fabulosa oportunidade de escavar, em Aldeia Velha, sítio arqueológico referido na reportagem. 
Parabéns Marcos! Boa!


Achei um mimo o entusiasmo do senhor Alexandre Sanches, que alimenta uma paixão de infãncia. "É mais que um vício, entra connosco e ateia-nos" refere. Mas com uma sensibilidade gande, que o mantém em estreita colaboração contacto com os técnicos da C.M. do Sabugal:

 "... a quem de direito para divulgá-las e preservá-las, localizá-las,  para que de futuro não sejam profanadas, não sejam destruídas como já muitas têm sido". Essa é a sua alegria!
Um homem da terra, que muito provavelmente, na minha óptica, se não fossem as vicissitudes da vida, teria sido um Arqueólogo, e dos bons!

Castro do Monte Padrão III - Ocupação Medieval

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A planta do mosteiro permite admitir tratar-se de um edifício de dimensão reduzida que acompanha longitudinalmente a igreja, desenvolvendo-se para Este, até ao limite da muralha, sobre a qual se encontra parcialmente implantado.



A igreja de São Salvador de Monte Córdova foi fundada durante o século IX. O Mosteiro anexo terá sido fundado por São Rosendo no ano de 934 ter-se-á extinto no século XIV, altura em que a igreja terá sido transladada. Da primeira construção apenas se identifica o cunhal da face Sudeste do edifício, cuja estrutura remanescente revela uma construção sólida, de alvenaria de granito, assente em rocha de base.

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Os vários tipos de sepulcros identificados, entre eles sarcófagos, sepulturas de tampa única e sepulturas de caixa, revelam uma comunidade diferentes poderes de compra e diferentes estratos sociais.
O enterramento neste tipo de estrutura era feito com o corpo depositado apenas envolvido em sudário, geralmente deitado e coberto com terra, procurando manter a sua posição inicial.




A escavação do cemitério compreende até ao momento a intervenção de 76 sepulturas, antevendo uma extensa necrópole que se desenvolveu na face Este da Plataforma do sítio arqueológico.




Informação retirada das placas informativas encontradas in loco.
Veja ainda os artigos sobre a  Ocupação Pré-romana e Ocupação Romana.
Fotografia por AC

Rubiães - estilo galego

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"Não sendo um templo geograficamente localizado nas margens do rio Minho, a igreja de Rubiães está estilisticamente vinculada a esse foco regional, onde predomina um modo de fazer galego, directamente resultante do estaleiro da Sé de Tuy e demais igrejas da província de Pontevedra."
(...)

"Durante algum tempo, Rubiães foi considerada um produto já tardio dessa influência galega. Uma inscrição feita em época desconhecida (mas que se pensa ter copiado uma anterior), foi interpretada de diversas maneiras, sugerindo as primeiras leituras o ano de 1295 da era hispânica, ou seja, 1257 (ALVES, 1982, p.140). Com base nestes dados, a primeira opinião de Carlos Alberto Ferreira de Almeida foi a de que a inscrição poderia datar a conclusão das obras e, concretamente, o seu portal principal, em cujo lintel ela se encontra (ALMEIDA, 1978, vol.2, p.261). "
(...)


"Mais recentemente, todavia, a inscrição foi lida como indicando o ano de 1240 (isto é, 1202), uma vez que o penúltimo caractere da epígrafe não deve corresponder a um "V", mas sim a um "X" aspado (ALMEIDA, 2001, pp.91-92). Neste novo quadro de conhecimento, a datação da obra de Rubiães recuou consideravelmente, o que coloca os trabalhos em perfeita contemporaneidade em relação aos de Longos Vales e Sanfins de Friestas, obras maiores da influência pontevedrense no Alto Minho."
(...)

"O repertório decorativo da igreja confirma a cronologia de finais do século XII. Nos modilhões e capitéis do portal principal, o recurso à figuração humana e animalesca, em representações formalmente volumosas, é um dos indicadores mais seguros desta relação de parentesco estilístico. A cena de um homem segurando uma pipa, numa provável alusão ao fabrico de vinho, é um tema que Jorge Rodrigues identificou em outras igrejas galegas (RODRIGUES, 1995, p.286)."
(...)



~


"A principal reforma espacial da igreja teve lugar, muito provavelmente no século XVI. Nessa altura, ampliou-se, para nascente, a nave, que ficou dotada de uma espécie de cruzeiro, de maior largura que o corpo original. Não obstante a destruição do arco triunfal românico, foi uma campanha "bastante revivalista" (ALMEIDA, 1987, p.187), uma vez que obrigou à reconstrução da capela-mor, um pouco mais a leste que o local fundacional, mas mantendo a sua configuração anterior, de planta quadrangular. Mais tarde, já no século XVIII, adossou-se à fachada principal, pelo lado Norte, uma torre sineira tipicamente barroca, bem como outras dependências de apoio."
(...)


"Recentemente, em 1997, foram realizados vários trabalhos de restauro e de estudo arqueológico, que possibilitaram a salvaguarda de diversas sepulturas e de restos de pintura mural entretanto identificados, bem como um arranjo geral do adro."
(...)

Continua...


Bibliografia de referência:
ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, 1978, Arquitectura Românica de Entre Douro e Minho. Porto

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, 2001, História da Arte em Portugal - O Românico. Lisboa

ALVES, Lourenço, 1982, "Igrejas e capelas românicas da Ribeira Minho", Caminiana, ano IV, nº6, pp.105-152. Caminha


RODRIGUES, Jorge, 1995, "O mundo românico (séculos XI-XIII)", História da Arte Portuguesa, vol.1, Lisboa, Círculo de Leitores.Lisboa. pp.180-331




Fotos por AC


quadrúpede fantástico

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Porta lateral da Igreja de Santa Maria da Porta - Melgaço.


Igreja no Interior do antigo núcleo medieval de Melgaço, "circundado pela cerca, erguida junto de uma das portas."
Porta românica, possivelmente do século XII. É um "quadrúpede fantástico" segundo nos reza a antiga DGEMN, com site ainda activo apesar da fusão com o IGESPAR.

 Um ser irreal, que serviria para assustar outros seres, talvez seus iguais, para dissuadi-los de entrarem na casa do Senhor, onde o espaço era sagrado e seguro.

Luzim - menir e arte rupestre

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Este e mais vídeos, do género, no canal youtube de Metaltito, um conjunto de vídeos que valorizam o património histórico, arqueológico e natural de alguns lugares. Boa!

obeliscos

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Praia da Memória - Fotos por AC

Era o ano de 1832 e ergue-se aos céus, neste extenso areal em Leça da Palmeira, um obelisco de pedra que comemora o desembarque, em 1831, das tropas liberais, comandadas por D. Pedro IV e que marca o fim do regime de monarquia absolutista em Portugal.
Aqui se reflecte, mais uma vez, a vontade do Homem em erguer-se aos céus. Desde épocas neolíticas que esta lógica de construção, ainda que com moldes diferentes, se repete. Monólitos, bem decorados à época, que mostram a força de uma ideia.

Será uma vontade de elevação aos céus, uma ode à vontade do Homem se aproximar da criação e ser também co-criador com Deus?

Senhor da Pedra

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O orgulho que demonstram pelos vestígios arqueológicos é um mimo para os meus olhos, que não resisti registar!
O painel da esquerda fala da antiguidade de culto, ali no Senhor da Pedra, Gulpilhares (Vila Nova de Gaia), que teria uma origem no paganismo.
Partilhe as suas imagens aqui no "lugar" da sustentabilidade. Contacte-nos!
(patrimonio.sustentabilidade@yahoo.com)

Porta da Igreja Paroquial de Romãs

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Com esta porta de entrada à Igreja Paroquial de Romãs (Sátão) inauguramos aqui uma nova forma de partilha. Sem grandes demoras para que chegue fesquinha, ou então que fique para degustar, serenamente, como raios de sol.

Que tal umas fotografias de património de Norte a Sul? Portas, janelas, balcões, campas, monumentos megalíticos, igrejas, templos, casas, conventos, azenhas, castros, ou outros que tais?


Fotos por AC

Necropole de São Gens

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<< "O potencial arqueológico da zona onde se implanta a necrópole de São Gens permanece por conhecer de forma efectiva. Ao que tudo indica, a área de dispersão de materiais estende-se por aproximadamente 300m2, ocupando o núcleo central uma planície na confluência da ribeira dos Tamanhos com o rio Mondego." (...)



"A necrópole objecto de classificação é constituída por 46 sepulturas escavadas na rocha (número identificado nesta data, mas que pode vir a aumentar), das quais vinte e três são antropomórficas.
Este número impressiona pelo contraste com os 22 enterramentos identificados em 1979 por Adriano Vasco RODRIGUES, 1992, 2ªed., p.32. (...) Este autor, trabalhando com um universo bem mais reduzido, identificou quatro tipologias distintas, que relacionou com uma pretensa evolução cronológica.


Assim, as mais antigas, e ainda conotadas com práticas de inumação romanas, seriam as de tipologia de "banheira", evoluindo progressivamente para as antropomórficas, que situou em pleno século XII, já no período românico e num momento em que a região era objecto de intenso povoamento.



O primeiro momento da necrópole teria ocorrido, por sua vez, aquando da instalação visigoda (IDEM, pp.32-34)." (...)




"Quer a necrópole, que é reconhecidamente uma das mais extensas de toda a região centro do país, quer os vestígios de habitat nas imediações, onde se identificou um turcularium, ou lagar, permanecem por estudar de forma sistemática e programada." >>
Fotografia por AC
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