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o Alambor de Tomar
A petição diz tudo e infelizmente é isto que se passa, por Tomar, junto ao Convento de Cristo.
As notícias são controversas... porém basta uma pequena pesquisa para aceder a várias imagens que circulam pela internet e que retratam de forma inegável a sua parcial destruição. (ver por exemplo, aqui)
Não se entende como se chega a isto, num local que foi classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade!
"No seguimento das obras de arranjo urbanístico levadas a cabo pela Câmara Municipal de Tomar da envolvente norte do Conjunto Imemorial de Tomar - Património da Humanidade -, foi destruído o alambor primitivo norte do Séc. XII do Castelo Templário de Tomar; um marco único a nível mundial da arquitectura militar medieval do Séc. XII.
As suas pedras, com quase 900 anos, foram retiradas e transportadas para um terreno baldio por trás do Convento de Cristo, onde se encontram abandonadas e desprotegidas, passíveis de serem facilmente furtadas.
Foi ainda iniciada, neste momento, a construção de uma parede de betão de 5m.
Os cidadãos a seguir assinados e identificados, vêm por este meio, requerer a Vossas Excelências a reformulação do mesmo, reintegradas as pedras retiradas, de acordo com as melhores práticas de restauro e conservação da arquitectura militar medieval do Séc. XII, com especial cuidado para a sua singularidade.
Garantindo a sua recuperação, manutenção e sustentabilidade a longo prazo"
As suas pedras, com quase 900 anos, foram retiradas e transportadas para um terreno baldio por trás do Convento de Cristo, onde se encontram abandonadas e desprotegidas, passíveis de serem facilmente furtadas.
Foi ainda iniciada, neste momento, a construção de uma parede de betão de 5m.
Os cidadãos a seguir assinados e identificados, vêm por este meio, requerer a Vossas Excelências a reformulação do mesmo, reintegradas as pedras retiradas, de acordo com as melhores práticas de restauro e conservação da arquitectura militar medieval do Séc. XII, com especial cuidado para a sua singularidade.
Garantindo a sua recuperação, manutenção e sustentabilidade a longo prazo"
Ler petição na integrar e assinar, clicando aqui
à(s)
9.9.11
Publicada por
Unknown
Terras da Costa da Caparica
São Hortas que trazem emprego e trabalho a familias inteiras e saúde a todos nós, pelo uso de frescos, que crescem no mesmo meio ambiente de quem os consome.
Numa conjectura em que se fala cada vez mais de consumir produtos a nível local, excelente medida que permite a diminuição a pegada ecológica na produção de bens primários.
Numa altura em que se fala de consumir o que é nosso e valorizar aquilo que temos, etc etc etc... Infelizmente coisas como estas, continuam a ser o prato do dia, e mais não digo!
Não deixe de assinar esta petição!
"As Terras da Costa da Caparica - desde a Ponta da Trafaria até ao Pinhal do Rei - constituem uma faixa cultivada de mais de 200 hectares que abastece de produtos frescos todo o concelho de Almada, e mesmo o de Lisboa, tendo a maior produção de produtos hortícolas por unidade de superfície da Europa.
A proximidade do oceano e a falésia do lado nascente facilitam regularidade do clima e o lençol freático de água potável a menos de um metro de profundidade proporciona uma abundante produção.
Desde o tempo do Marquês de Pombal que as Terras da Costa foram cultivadas por uma população laboriosa que se deslocou de vários pontos do país. Por volta de 1830, a ocupação foi legalizada mediante arrendamentos. As dezenas de agricultores rendeiros actuais são bisnetos e trinetos dos rendeiros originais a que se juntaram outros, e continuam a cultivar as terras.
A Câmara Municipal de Almada pretende expropriar esses terrenos por uma soma irrisória a fim de implementar um projecto Pólis de habitação social, com edifícios de 6 a 7 pisos com frente para a praia da Caparica, mas que tem vindo a ser denunciado como fachada para condomínios de luxo. "
à(s)
22.7.11
Publicada por
Unknown
Fruta sim! Biológica melhor!
Em 2008 a Comissão Europeia lançou uma proposta de distribuição gratuita de frutas e legumes às crianças do 1º ciclo. Pretende a criação de hábitos alimentares saudáveis, prevenindo a obesidade e outras doenças. Não tardará que isso esteja a ser posto em prática.
Esta petição pretende que esta inicitiva de distribuir fruta nas escolas vá mais além.
Deixo-vos pequenos excertos da petição:
(...)
"Através das crianças e jovens, futuros decisores do consumo, com a promoção da educação para o desenvolvimento sustentável, o consumo de hortofrutícolas aumentará, a incidência de algumas doenças diminuirá, os produtores biológicos sentir-se-ão mais compensados, o futuro será melhor!
Os frutos e legumes biológicos são, comprovadamente, mais ricos em nutrientes, e são livres de pesticidas, não só no produto final, mas em todo o seu modo de obtenção, constituindo uma opção saudável e amiga do ambiente. Portugal tem condições impares para a produção hortofrutícola biológica, que urge aproveitar.
Ao lançar esta iniciativa, a INTERBIO pretende que sejam, mais uma vez, as crianças e os jovens a chamar os adultos à razão, levando-os a aderir a uma agricultura em que as preocupações ambientais e de sustentabilidade estão presentes desde o primeiro momento."
(...)
Não deixe de assinar a petição! Já conta, neste momento, com 1213 assinaturas!
E lembre-se, quanto maior for a produção biológica, mais acessível ela se torna ao público em geral.
Já alguma vez provou fruta biológica? Não sabe o que está a perder!!
Deixo-vos ainda um conjunto de vídeos, em jeito de provocação...
à(s)
19.6.10
Publicada por
Unknown
Vamos dar as amêndoas ao Ministério da Cultura
CHEGA DE BARBARIDADES!
Petição "EM DEFESA O MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA"
Quando há cerca de um ano o anterior Governo colocou a hipótese da transferência do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria nacional, o seu Grupo de Amigos (GAMNA) chamou logo a atenção para os riscos inerentes, dos quais o mais importante é o da segurança geotécnica do local e do próprio edificado da Cordoaria, para aí se poderem albergar as colecções do Museu Nacional português com colecções mais volumosas e com o maior número de peças classificadas como “tesouros nacionais”.
Após as últimas eleições pareceu ser traçado um caminho que permitia encarar com seriedade esta intenção política. A ministra da Cultura afirmou à imprensa que fora pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um parecer acerca das referidas condições geotécnicas e que seria feito projecto de arquitectura coerente, respeitador tanto da Cordoaria Nacional como do programa do Museu. Ao mesmo tempo garantiu que esse complexo seria totalmente afecto ao MNA, sem a instalação antecipada de outros serviços no local. Sendo assim, deixaria também de ser necessário alienar espaços do MNA nos Jerónimos, a título de garantia da ocupação antecipada da Cordoaria.
Causa, pois, profunda estranheza a sucessão de acontecimentos das últimas semanas, os quais vão ao ponto de comprometer ou até inviabilizar a continuidade da gestão do Director do Museu, que nos cumpre elogiar pelo dinamismo que lhe conseguiu imprimir e de cujos interesses se constitui, perante todos nós, em legítimo garante.
O estudo tranquilizador que se dizia ter sido pedido ao LNEC, deu afinal lugar a parecer meramente pessoal do técnico convidado para o efeito. O GAMNA, encomendou estudo alternativo, que vai em sentido contrário. O Director do Museu recolheu, ele próprio, outros pareceres, dos mais reputados especialistas da área da engenharia sísmica, que igualmente corroboram e ampliam as preocupações existentes. É agora óbvia a necessidade da realização de um programa de sondagens e de verificações in loco, devidamente controlado por entidade idónea, de modo a poder definir com rigor a situação da Cordoaria em matéria de riscos sísmicos, maremoto, efeito de maré, inundação e infiltração de águas salgadas. A recente tragédia ocorrida na Madeira, onde se perdeu quase por completo o acervo do Museu do Açúcar, devido a inundação, aí está para nos lembrar como não pode haver facilidade e ligeireza neste tipo de decisões.
Enquanto não estiver garantida a segurança geotécnica da instalação do MNA na Cordoaria Nacional, importa manter todas as condições de operacionalidade do Museu nos Jerónimos. Neste sentido consideramos intolerável a alienação pretendida da “torre oca” a curto prazo, até porque uma tal opção iria comprometer definitivamente qualquer hipótese futura de regressar a planos de remodelação e ampliação do MNA nos Jerónimos, conforme foi a opção consistente de sucessivos Governos, até há dois anos. O MNA merece todo o respeito e não pode ser considerado como mero estorvo num local onde aparentemente se quer fazer um novo Museu.
O poder político não pode actuar ignorando os pareceres técnicos qualificados e agindo contra o sentimento de todos os que amam o património e os museus. Apelamos ao bom senso do Governo, afirmando desde já a nossa disposição para apoiar o GAMNA na adopção de todas as medidas cívicas e legais necessárias para que seja defendida, como merece, a instituição mais do que centenária fundada pelo Doutor Leite de Vasconcelos, o antigo “museu do homem português” e actual Museu Nacional de Arqueologia.
Lisboa, em 29 de Março de 2010.
Páscoa Feliz a todos!
à(s)
1.4.10
Publicada por
Unknown
desligue a luz
Una-se à Hora do Planeta 2010 e marque a diferença!
Contra o aquecimento global, uma acção global.
Não lhe estamos a pedir muito: é só mexer um dedo e... Desligar a luz!
HORA DO PLANETA
27 Março - 20H30 ás 21H30
O que é?
"A Hora do Planeta pretende ser a maior plataforma voluntária de alerta contra as alterações climáticas é, para já, a maior iniciativa de luta mundial, da rede WWF, a organização global de conservação.
Teve início em 2007, na cidade australiana de Sidney. A intenção foi, na altura, alertar de forma simbólica – apagando as luzes por uma hora - a população australiana para a necessidade de protegermos o Planeta contra os efeitos das alterações climáticas. Dois milhões de pessoas desligaram as suas luzes. A expectativa inicial era de reduzir 5% do consumo de energia eléctrica da cidade durante os 60 minutos do evento. O resultado, porém, foi o dobro do esperado: 10,2% de redução no consumo. Em 2008 mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo participaram na Hora do Planeta.
Assim, encorajando as empresas, governos e cidadãos a desligarem as luzes por uma hora, deu-se um grito de alerta e criou-se uma plataforma de acção que se alargou ao mundo inteiro nos anos seguintes e a todos os que estão interessados e atentos a questões que envolvem a luta contra as alterações climáticas e a defesa do nosso Planeta, permitindo uma redução na emissão de gases de efeito de estufa."
Veja mais aqui.
à(s)
26.3.10
Publicada por
Unknown
+ Barragens? NÃO!
Um conjunto de cidadãos, associações e movimentos divulgam e apelam:
"Os rios portugueses estão perante uma grave ameaça – a construção de 11 novas grandes barragens. 5 das quais, na bacia do Tâmega!
Tal tem sido vendido como um factor de desenvolvimento económico, social e até ambiental mas os factos evidenciam uma enorme destruição ambiental, a perda de muitas centenas de hectares de terrenos produtivos e/ou protegidos, a deterioração da qualidade da água e a perda irreversível de património cultural. Estes e muitos outros prejuízos por um acréscimo de apenas 3% de produção de electricidade. Prejuízos que têm sido anunciados como indispensáveis muito embora sejam conhecidas alternativas que permitiriam atingir os mesmos objectivos: reforço de barragens já existentes, eficiência energética, outras energias renováveis, etc…"
Veja mais aqui.
à(s)
1.3.10
Publicada por
Unknown
Feliz Natal!
E não se esqueça de deixar uma prenda no sapatinho aqui do nosso "lugar" de sustentabilidade votando na nossa sondagem que termina a 24 de Dezembro, ou deixando as suas sugestões. Seja aGente do património pelo contacto: patrimonio.sustentabilidade@yahoo.com
à(s)
19.12.09
Publicada por
Unknown
Dança pelo clima! - Dance for the Climate
Veja mais em: http://www.thebigask.eu/
à(s)
11.12.09
Publicada por
Unknown
"peregrinação" de Natal
(Baixa do Porto, mais propriamente a Rua de Santa Catarina, hoje véspera de feríado)
Não será bem o comércio tradicional, pois já muitas são as grandes lojas, mas ainda se encontra. Todos os anos assistimos a esta "peregrinação"... o dia ajudou com boas temperaturas e sem chuva!
Corri esta azáfama, comprei uns cestos de vime no Bolhão. Voltei para casa a pensar, se seria isto o equivalente a ir à missa, noutros tempos. Lá ritual já é!
à(s)
7.12.09
Publicada por
Unknown
Moving, one move for just one dream!
Muchas Gracias Macaco!!
à(s)
11.5.09
Publicada por
Unknown
How Well Connected R U?
Ora aqui vai um pequeno trabalho que fiz no âmbito de uma especialização em Agenda 21 Local e Desenvolvimento Sustentável pela ESBUCP. Este trabalho tinha o intuito de testar os conhecimentos sobre formas de vida sustentável. Era um total de 44 perguntas para escolher 5, sem exceder 1 página A4. Como é claro não resisti em responder sobre património cultural. Pode ver o teste na integra em http://www.theecologist.org/pages/archive_detail.asp?content_id=274
Pena é estar em Inglês.
8 - How many of the vegetables in your fridge could have been grown within 30 miles at this time of year (the ideal distance according to the National Association of Farmers’ Markets)?
No meu frigorífico consigo encontrar várias frutas e legumes que podiam ter sido cultivados mesmo aqui ao lado de casa e colhidas nesta época do ano. É o caso da maçã Bravo, Pêra, Dióspiro, Abóbora, Alface, Cenoura, Couve Galega, Alface e Nabo.
14 What was on the site before your home was built there?
41 What was the predominant human activity in your area 100 years ago? 500? 1000?
P. 14 e 41 - Há cerca de uma dúzia de anos, aquando da construção da urbanização da Prelada, sítio onde vivo, existia uma grande Quinta, sua homónima. Tem casa palaciana barroca construída em 1758, projectada por Nicolau Nasoni, arquitecto responsável por grandes obras arquitectónicas por toda a cidade. Os brasões da quinta serviram posteriormente de inspiração aos casarios da Rua dos Castelos. Além da casa, Nasoni foi responsável pelos jardins com labiríntico de bucho (o maior da península). No início do século XX, a quinta foi doada à Santa Casa da Misericórdia, que cedeu o espaço para ali se instalar a Sociedade Invicta Filmes que lá funcionou até 1924, chegando a servir de pano de fundo para o cinema mudo português (Amor de Perdição, 1921). Preserva ainda uma densa mancha florestal de árvores centenárias onde funcionou o parque de campismo da cidade. A urbanização e a construção da Via de Cintura Interna fragmentaram a Quinta, porém ainda é zona muito agrícola (hortícola) e até pecuária. É uma característica peculiar de muitas cidades portuguesas esta coexistência entre o mundo rural e o mundo urbano.
P. 41 - No que toca à freguesia de Ramalde em geral, o mundo rural não foi tão resistente. Não existe registo anterior ao século XIII e em épocas medievais encontramos registo dos primeiros pequenos casais rurais; eram arrabaldes que abasteciam o Porto, núcleo urbano há muito. Assim foi durante séculos, mas nas últimas décadas o Porto sofreu uma grande pressão demográfica, resultante do desenvolvimento económico, tecnológico e industrial. Viu o seu perímetro urbano crescer exponencialmente. A área que agora constituí a freguesia de Ramalde, nos anos 50, era em grande parte muito periférica e disponível e viu nascer a zona industrial, que ocupou o espaço não urbanizado entre Matosinhos e Porto. Um pormenor curioso era a produção massiva de manjerico que existiu para dar resposta à grande procura do S. João. Mais tarde bairros sociais como Francos, Ramalde e Viso surgiram, o que confirma a dita periferia. No entanto a pressão urbana foi tal que algumas dessas industrias foram mais recentemente relocalizadas, umas por falta de espaço, outras por serem demasiado “sujas” para estarem tão próximas das populações (exemplo dos Têxteis A.Laranjo).
30 Where is the nearest bus stop to your house?
P. 30 - A paragem de autocarro mais próxima cá de casa encontra-se a sensivelmente 300 metros de distância. É servida pelos autocarros com o número 206 e 503 e com frequência de 6 em 6 minutos em horas de ponta. Mas andando apenas mais 100 metros apanha-se o Metro, mais sustentável, muito mais rápido e simples, com acesso a grande parte da cidade e área metropolitana.
43 If money became worthless, how many days at home could you survive?
Cá em casa não temos por hábito comprar grandes quantidades de comida. Optamos geralmente por produtos frescos comprados semanalmente. Utilizamos alguns enlatados, mas apenas quando não há alternativas. Congelamos a carne e peixe, mas não em grandes quantidades. Se o dinheiro deixasse de ter valor sobreviveria cerca de 1 a 2 semanas em casa, caso continuássemos ao mesmo ritmo de consumo. No entanto se fizer um cálculo considerando uma adaptação ao novo contexto, recorrendo a novos hábitos alimentares, talvez conseguisse fazer os mesmos alimentos render o dobro, ou mais, dependendo da gravidade da situação. Para além disso recorria aos bens materiais que tenho cá em casa e tentava utilizá-los como moeda de troca.
Porto, 2 de Outubro de 2007
Pena é estar em Inglês.
8 - How many of the vegetables in your fridge could have been grown within 30 miles at this time of year (the ideal distance according to the National Association of Farmers’ Markets)?
No meu frigorífico consigo encontrar várias frutas e legumes que podiam ter sido cultivados mesmo aqui ao lado de casa e colhidas nesta época do ano. É o caso da maçã Bravo, Pêra, Dióspiro, Abóbora, Alface, Cenoura, Couve Galega, Alface e Nabo.
14 What was on the site before your home was built there?
41 What was the predominant human activity in your area 100 years ago? 500? 1000?
P. 14 e 41 - Há cerca de uma dúzia de anos, aquando da construção da urbanização da Prelada, sítio onde vivo, existia uma grande Quinta, sua homónima. Tem casa palaciana barroca construída em 1758, projectada por Nicolau Nasoni, arquitecto responsável por grandes obras arquitectónicas por toda a cidade. Os brasões da quinta serviram posteriormente de inspiração aos casarios da Rua dos Castelos. Além da casa, Nasoni foi responsável pelos jardins com labiríntico de bucho (o maior da península). No início do século XX, a quinta foi doada à Santa Casa da Misericórdia, que cedeu o espaço para ali se instalar a Sociedade Invicta Filmes que lá funcionou até 1924, chegando a servir de pano de fundo para o cinema mudo português (Amor de Perdição, 1921). Preserva ainda uma densa mancha florestal de árvores centenárias onde funcionou o parque de campismo da cidade. A urbanização e a construção da Via de Cintura Interna fragmentaram a Quinta, porém ainda é zona muito agrícola (hortícola) e até pecuária. É uma característica peculiar de muitas cidades portuguesas esta coexistência entre o mundo rural e o mundo urbano.
P. 41 - No que toca à freguesia de Ramalde em geral, o mundo rural não foi tão resistente. Não existe registo anterior ao século XIII e em épocas medievais encontramos registo dos primeiros pequenos casais rurais; eram arrabaldes que abasteciam o Porto, núcleo urbano há muito. Assim foi durante séculos, mas nas últimas décadas o Porto sofreu uma grande pressão demográfica, resultante do desenvolvimento económico, tecnológico e industrial. Viu o seu perímetro urbano crescer exponencialmente. A área que agora constituí a freguesia de Ramalde, nos anos 50, era em grande parte muito periférica e disponível e viu nascer a zona industrial, que ocupou o espaço não urbanizado entre Matosinhos e Porto. Um pormenor curioso era a produção massiva de manjerico que existiu para dar resposta à grande procura do S. João. Mais tarde bairros sociais como Francos, Ramalde e Viso surgiram, o que confirma a dita periferia. No entanto a pressão urbana foi tal que algumas dessas industrias foram mais recentemente relocalizadas, umas por falta de espaço, outras por serem demasiado “sujas” para estarem tão próximas das populações (exemplo dos Têxteis A.Laranjo).
30 Where is the nearest bus stop to your house?
P. 30 - A paragem de autocarro mais próxima cá de casa encontra-se a sensivelmente 300 metros de distância. É servida pelos autocarros com o número 206 e 503 e com frequência de 6 em 6 minutos em horas de ponta. Mas andando apenas mais 100 metros apanha-se o Metro, mais sustentável, muito mais rápido e simples, com acesso a grande parte da cidade e área metropolitana.
43 If money became worthless, how many days at home could you survive?
Cá em casa não temos por hábito comprar grandes quantidades de comida. Optamos geralmente por produtos frescos comprados semanalmente. Utilizamos alguns enlatados, mas apenas quando não há alternativas. Congelamos a carne e peixe, mas não em grandes quantidades. Se o dinheiro deixasse de ter valor sobreviveria cerca de 1 a 2 semanas em casa, caso continuássemos ao mesmo ritmo de consumo. No entanto se fizer um cálculo considerando uma adaptação ao novo contexto, recorrendo a novos hábitos alimentares, talvez conseguisse fazer os mesmos alimentos render o dobro, ou mais, dependendo da gravidade da situação. Para além disso recorria aos bens materiais que tenho cá em casa e tentava utilizá-los como moeda de troca.
Porto, 2 de Outubro de 2007
à(s)
1.4.09
Publicada por
Unknown
Camino de la Plata em Risco
O meu amor pelo "camino" não me deixaram indiferentes ao que vos passo em seguida.
Além do mais o Caminho de Santiago é um belo exemplo de Turismo Sustentavel e vai muito mais além de questões religiosas.
Quando me tornei peregrina pude constatar a veracidade do património sustentável, onde comunidades vivem diariamente deste caminho milenar, identificando-se com ele; património que se tornou tao natural como respirar.
Aqui entre nós não entendo porquê resolve a "Nación Española fortalecida con tal Patrón enriquecida con la prenda de su santo corpo" atentar desta forma contra a sua "glória".
Vamos divulgar!
Podem ir beber mais a http://www.viaplata.org/Documentacion/marcha.pdf
“MARCHA INTERNACIONAL Y JORNADA INFORMATIVA,
REFINERÍA NO,
EN DEFENSA DE LA VÍA DE LA PLATA-CAMINO DE SANTIAGO
Y DEL TURISMO SOSTENIBLE”
(7 de MARZO, Los Santos de Maimona-Villafranca de los Barros, Extremadura)
"¡¡Somos ciudadanos libres que quieren andar caminos libres!! En nuestras ligeras mochilas no escondemos nada, ni intereses partidistas, ni vamos en contra de nadie… sólo llevamos la humilde ilusión de disfrutar de un espacio que nos pertenece, y al cual tenemos todo el derecho; un lugar en donde entrelazar nuestros pasos y hacer amigos; una singular y envidiable oportunidad en donde poder crecer en calidez humana y en calidad de vida… todo ello en un limpio entorno bajo alados cielos, de azules radiantes, y entre verdes y fértiles horizontes. Es por ello que, con esta marcha del 7 de Marzo, pedimos (¡EXIGIMOS!) a nuestros representantes, responsables y técnicos; la protección administrativa-jurídica de este gran Patrimonio caminero: cultural, natural, jacobeo y turístico; y así, conservando su integridad, hacerlos perdurables para que puedan seguir siendo disfrutados por nuestras futuras generaciones.
Tanto este camino como todos los aludidos, son un conveniente y respetuoso potencial para nuestro “desarrollo sostenible”, en lo espiritual y en lo material. ¡Aún tenemos muchas posibilidades de parar este sucio proyecto petroquímico sobre nuestras huellas y sobre las que nos precedieron; y de crear un precedente administrativo-jurídico en la defensa de nuestros caminos y de nuestro entorno! ¡Ven, con la suma de tus pasos en esta marcha lo conseguiremos! "
à(s)
4.2.09
Publicada por
Unknown
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