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Amolador de tesouras

"se me deixar levá-lo posso arranjá-lo melhor" diz o amolador de tesouras para a dona do guarda-chuva estragado.
de bicicleta, com a bandeira de portugal no guiador, corre a urbanização inteira. em plena cidade do porto ainda se ouve o som da gaita de beiços e ainda há clientela. ainda há, nos tempos consumistas em que vivemos, quem se preocupe em rentabilizar aquilo que tem.

o que não sabem é o quão precioso pode ser... o quão sustentável é continuar a mesma filosofia de antigamente:
diminui-se a produção de resíduos e prolonga-se o tempo de vida de objectos; dá-se trabalho localmente; não emite CO2 para a atmosfera (por se deslocar de bicicleta) etc. além de tudo isso repete gestos que há séculos vivem entre nós, apesar de quase desaparecidos.

2 comentários:

Jota disse...

isto deixa-me apensar! ... e já me deixa a pensar à muito tempo. como é que se volta atrás? como é que se deixa a economia de consumo, que dá trabalho a muitos, que se esforçam por ganhar dinheiro, numa vida cheia de stress, que tentam dissipar... consumindo mais. a publicidade vende, tentando-nos, deixando-nos infelizes por não ter mais, algo mais que preenchesse essa ânsia de estarmos - finalmente - satisfeitos com o que temos. será que é preciso um tsunami para perdermos a nossa tecnologia de ponta e seguirmos em frente?

AC disse...

Olá Jota,
longe de mim querer voltar atrás... devemos ter os olhos no futuro. é certo que a economia de consumo dá trabalho a muitos. muitas são as crianças a trabalhar em fábricas, ou então onde se ia buscar o lucro? devemos mudar o tipo de consumo, isso sim. que tal consumir coisas que absorvam menos recursos naturais? por exemplo, que tal em vez de comprar um inutilidade qualquer para oferecer num aniversário de alguém, oferecer-lhe antes uma ida a um museu? quantas pessoas sem emprego e os museus vazios? Claro que não podemos viver de serviços, mas devemos pensar bem antes de comprar uma falsificação ou um equipamento(barato)com pouco tempo de vida, por exemplo. Já diziam os antigos: "o barato sai caro". Não sabiam era que saía caro a muita gente, que trabalha em condições desumanas. isto dava pano para mangas...
Beijo e obrigada pelo comment

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